Centro Cirúrgico: estrutura e funcionamento
- Francine Vaz Soares

- 7 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
O Centro Cirúrgico é uma unidade hospitalar essencial, projetada para garantir segurança, assepsia e eficiência durante a realização de procedimentos. Seu funcionamento integra arquitetura hospitalar, tecnologia avançada e equipes multiprofissionais que atuam de forma coordenada e segura.

Entre as tecnologias utilizadas em um Centro Cirúrgico moderno estão sistemas de monitoramento, ventilação com pressão positiva, controle de partículas e equipamentos para cirurgias robóticas e minimamente invasivas. A separação dos fluxos de pacientes, profissionais e materiais é fundamental para reduzir riscos de infecção e eventos adversos, assegurando a segurança do paciente.
As equipes são compostas por cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, técnicos de CME, profissionais de logística hospitalar, engenharia clínica e controle de infecção, atuando de forma integrada em todas as etapas do processo cirúrgico.
Importante: ao projetar ou reformar um Centro Cirúrgico, é essencial contratar uma empresa de arquitetura hospitalar especializada, capaz de planejar fluxos, selecionar materiais adequados e garantir que a obra atenda às normas da ANVISA e da ABNT, prevenindo riscos de contaminação.
Tipos de Centro Cirúrgico
Os tipos de Centro Cirúrgico variam conforme o perfil assistencial e a complexidade dos procedimentos realizados:
Geral: modelo tradicional, voltado a cirurgias eletivas e de urgência.
Ambulatorial: para procedimentos de pequeno porte e alta no mesmo dia.
Emergência/Trauma: funciona 24 horas, com equipe em plantão contínuo.
Especializado: voltado a áreas específicas, como ortopedia, oftalmologia e neurocirurgia.
Híbrido: integra sala cirúrgica com tecnologias de imagem avançadas, permitindo intervenções abertas e minimamente invasivas no mesmo ambiente.
Unidades de Apoio do Centro Cirúrgico
O desempenho do Centro Cirúrgico depende da integração entre unidades de apoio estruturais, assistenciais e administrativas:
Estruturais: Central de Material e Esterilização (CME), farmácia satélite, depósitos e sistemas de energia, gases e climatização.
Assistenciais: Recuperação Pós-Anestésica (RPA), UTI, banco de sangue e diagnóstico por imagem.
Administrativas: sistemas informatizados de agendamento, gestão de materiais e medicamentos, engenharia clínica e Núcleo de Segurança do Paciente.
Arquitetura Hospitalar no Centro Cirúrgico
A arquitetura hospitalar é determinante para o desempenho do Centro Cirúrgico, seguindo normas da RDC 50/2002 da Anvisa, que o divide em três zonas:
Irrestrita: recepção e áreas administrativas.
Semi-restrita: corredores internos e preparo anestésico.
Restrita: área crítica onde ocorrem as cirurgias.
As salas variam de 25 m² (baixa complexidade) a 70 m² (híbridas). A NBR 7256 estabelece parâmetros de climatização e assepsia, com pressão positiva, 20 trocas de ar/hora, temperatura entre 20 °C e 23 °C e umidade entre 40% e 60%. O uso de materiais lisos e portas automáticas contribui para manter a assepsia e otimizar o fluxo interno.
Fluxos e Controle de Infecção no Centro Cirúrgico
O planejamento do Centro Cirúrgico deve evitar o cruzamento entre materiais limpos e contaminados, com trajetos independentes para pacientes e profissionais. A paramentação ocorre em vestiários de barreira, e a assepsia é realizada em lavatórios específicos.
O controle de infecção hospitalar envolve limpeza rigorosa, uso de EPIs, barreiras físicas e monitoramento ambiental. A atuação conjunta com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) garante a adesão a protocolos e reduz complicações cirúrgicas e eventos adversos.
Planejamento e Reforma de Centros Cirúrgicos
O planejamento de Centros Cirúrgicos deve considerar não apenas aspectos técnicos e funcionais, mas também os riscos de contaminação durante obras ou ampliações. Por isso, é fundamental contratar uma empresa de arquitetura hospitalar especializada, com experiência nas normas da ANVISA (RDC 50/2002) e critérios técnicos de controle de infecção, fluxo funcional e segurança do paciente.
Esse cuidado assegura que a execução da obra ocorra sem comprometer a segurança, evitando contaminações por falhas construtivas, materiais inadequados ou desvios de fluxo. Além disso, empresas especializadas elaboram planos de contingência, avaliam o impacto da obra nas rotinas hospitalares e garantem que o Centro Cirúrgico reformado ou ampliado opere dentro dos parâmetros exigidos de assepsia, ventilação e funcionalidade.
Conte com a Envereda Arquitetura
A Envereda Arquitetura conta com profissionais especializados em arquitetura hospitalar, prontos para te auxiliar no planejamento e reforma do seu Centro Cirúrgico.
Entre em contato e fale com um de nossos especialistas para garantir eficiência, segurança e conformidade normativa em seu projeto hospitalar.
Bibliografia consultada
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002: Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília: ANVISA; 2002.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012: Requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Brasília: ANVISA; 2012.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013: Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília: ANVISA; 2013.
Ministério da Saúde (Brasil). Manual de Estrutura Física das Unidades de Saúde: orientação para elaboração de projetos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
Ministério da Saúde (Brasil). Política Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.













Comentários