• Eduardo Nishitani

..."Faça-se a luz"...

Mas luz é só para poder enxergar, certo?

Errado. Aliás, muito errado.

A luz é essencial não apenas para a nossa vivência contemporânea de atividades noturnas e internas, como também desempenha papel fundamental para nossa saúde e percepção de mundo. Você sabia que existe a possibilidade de a luz ser um dos agravantes para seu sono de má qualidade? Ou então para seu baixo rendimento no trabalho? Ou quem sabe, até mesmo, para sua baixa recuperação dentro de um hospital? Pois é, é sobre isso que iremos falar hoje.

A luz é um tema incrivelmente abrangente. Essência de vida dos artistas e fator indispensável pelo bom funcionamento de um dos nossos 5 sentidos, a visão. Porém, há muito o que se estudar na luz. Luminância, Iluminância, luminosidade, iluminação direta ou difusa, refletância, ofuscamento, cores, posição e incidência, IRC, temperatura de luz e assim por diante. Para não nos alongarmos e tornar este conhecimento acessível, hoje focaremos na Temperatura da Luz.

A natureza é muito sábia. Nossa fisiologia evoluiu juntamente com todos os seres vivos para nos programarmos ao movimento solar. Nossa vida segue o relógio biológico pré-estabelecido pelo ciclo de um dia, onde, para isso, os cientistas deram o nome de Ciclo ou Ritmo Cicardiano que, nada mais é que o nosso relógio biológico interno que reage ao claro, e ao escuro, dia e noite.

A percepção de claro e escuro é captada pelo nosso corpo que, ao perceber o fim do dia, inicia a produção de Melatonina, chamada por muitos de hormônio do sono ou da noite. Ao raiar do dia, nosso corpo percebe novamente a mudança da iluminação e inibe a produção deste hormônio indicando ao corpo que está na hora de acordar.

Entendendo que nosso corpo reage á luz, e a ausência dela, precisamos agora entender como nosso corpo recebe as informações quando a luz está presente, seja ela natural ou sintetizda pela luz elétrica.

Você com certeza já assistiu a um pôr do sol. Percebeu uma luz quente? Âmbar? Uma luz relaxante e envolvente? Alguns fotógrafos chamam de hora de ouro, que junto ao nascer do sol produzem as luzes mais belas para as fotografias.

Quanto mais quente for a cor da luz, menor será sua temperatura, já quanto mais fria for a sua cor, maior será sua temperatura medida em Kelvin (k).

A luz mais quente produzida ao começo do dia e ao final do mesmo são muito mais quentes. Trazem relaxamento e acolhimento. A luz mais alaranjada, mais quente, é indicada para ajudar o despertar bem como para o relaxar das pessoas. Este tipo de iluminação é indicada para os ambientes voltados para o descanso, acolhimento e relaxamento. Este tipo de luz reduz o constraste percebido pelos olhos trazendo o conforto e a sofisticação da luz mais próxima ao fogo ou da estética da iluminação incandescente.

https://luxfortdobrasil.com/economia/tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-comprar-luminarias-led-sem-dor-de-cabeca-d1/

Em compensação, a luz do meio do dia é mais fria. Com uma temperatura de cor mais alta. A luz branca fria é indicada para ambientes onde é preciso um nível de concentração mais elevado como a cozinha ou uma área de serviços. Ela produz um índice de contraste mais elevado sendo altamente estimulante para o nosso corpo.

https://luxfortdobrasil.com/economia/tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-comprar-luminarias-led-sem-dor-de-cabeca-d1/

Atualmente, em ambientes de longa permanência, ou em ambientes que infelizmente não possuam iluminação natural, podem ser especificadas luminárias que mimetizam o efeito da temperatura de cor do dia, como o exemplo abaixo.

Durante o dia, a temperatura da luz varia no mesmo ambiente gerando conforto, aumentando o nível de produtividade e trazendo bem-estar para os usuários do espaço.

https://www.osram.com.br/os/applications/human-centric-lighting/index.jsp
https://www.osram.com.br/os/applications/human-centric-lighting/index.jsp
https://www.osram.com.br/os/applications/human-centric-lighting/index.jsp

Acreditamos que o projeto luminotécnico é essencial para uma arquitetura completa de espaços saudáveis e que promovam a saúde de seus ocupantes.

A percepção espacial é influenciada por inúmeros fatores. Estudos como a Neurociência exploram estes campos de modo que possamos tornar tangível algo que ainda nos é abstrato.

O Artista Olafur Eliasson explora este tópico conforme sua palestra no TED abaixo:

Esperamos que tenham gostado deste conteúdo.

Voltaremos logo mais para falar sobre os outros aspectos da iluminação de um ambiente. Temos muito ainda para falar sobre isso. Se quiser saber mais, fale conosco, teremos o prazer em lhe ajudar conforme a sua necessidade.

Obrigado pela leitura e até breve.

Posts recentes

Ver tudo

Não fique de fora! Se cadastre em nosso site para receber as nossas novidades e conteúdos diversos sobre arquitetura.

Obrigado pelo envio! Seu contato foi enviado com sucesso!